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ANOS DE STEFEM
FERROVIÁRIOS
ORGANIZADOS NA LUTA POR SEUS DIREITOS
Fundado em 1987, o STEFEM mantém o enfrentamento
contra a exploração dos trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias
dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins
– STEFEM foi fundado em 1987, motivado
pela necessidade de organização, representação
e definição de uma identidade de categoria.
Ele nasceu de uma associação de trabalhadores
da Companhia Vale do Rio Doce, e inicialmente representava
apenas os estados do Maranhão e Pará; mais
tarde o Tocantins também seria incluído.
A
primeira e única greve da categoria aconteceria
logo dois anos depois da fundação do STEFEM,
em 1989, com duração de cinco dias. Foi
gerada por um conjunto de problemas e arbitrariedades
percebidas pelos funcionários na época.
O fato dos trabalhadores não estarem preparados
para o ritmo de horário e produção
impostos pela Companhia e não serem incluídos
em programas de saúde, segurança no trabalho
ou bem estar familiar, fazia com que o descontentamento
crescesse cada vez mais. A greve teve visibilidade nacional,
demarcando a atuação do Sindicato para a
categoria e para a sociedade.
Outro
fato marcante foi a conquista e a manutenção
da jornada de trabalho de seis horas. Essa luta começou
a partir de 1997, com o grupo Via Livre, que conseguiu
tirar o STEFEM de um longo período controlado pela
direção da Vale, estabelecendo uma relação
constante de busca e conquista de direitos.
O
Sindicato sempre esteve presente e atuante nos acordos
coletivos, propostas de reajuste e nas discussões
sobre PLRs, defendendo o conjunto de reivindicações
elaboradas pelos trabalhadores. Também já
encaminhou denúncias contra a Vale ao Ministério
Público e acompanhou diversos processos movidos
pelos trabalhadores, por ter como uma das preocupações
principais a segurança e o bem estar dos ferroviários
na empresa.
Também
tem procurado levar sua luta para outros movimentos e
fóruns nacionais, compartilhando as dificuldades
dos trabalhadores da Vale e da CFN, buscando apoio e soluções.
Além disso, tem lutado pela melhoria das condições
de trabalho nas empresas terceirizadas, elaborando pautas
e defendendo reivindicações desse segmento,
mesmo sem ter poder legal de representação
sobre ele. O resultado desse trabalho pode ser observado,
por exemplo, na eleição de Eduardo Pinto,
atual Diretor Presidente do STEFEM, para o Conselho de
Administração da CVRD, posto mais alto ocupado
até então por um trabalhador.
Ao
longo de sua história o STEFEM tem procurado fazer
a sua parte da melhor forma possível, defendendo
os interesses dos ferroviários, unindo cada vez
mais a categoria e fortalecendo o movimento sindical.
São vinte anos de uma luta difícil e constante
diante da ganância e do poder do capital, principalmente
após a privatização da Vale, mas
muito gratificante.